17 dicas de neuromarketing

17 dicas de neuromarketing
Conteúdo copilado dos portais administradores.com.br e part.com.br

"Alguns dados deixam qualquer profissional de marketing em estado de alerta: 80% dos produtos lançados atualmente fracassam e 50% das propagandas tradicionais não exercem nenhum efeito no processo de compra do consumidor. O modelo tradicional de marketing está em crise." Fonte: IPDOIS

Segundo Marcelo Peruzzo, autor do livro "As três mentes do Neuromarketing": "Você deve acreditar: Quando compramos produtos e serviços, somos motivados por comportamentos de ordem animal, um estado inconsciente, compra por impulso, não planejado, e que, naturalmente por meio de abordagens tradicionais de pesquisas quantitativas e qualitativas não podem ser alcançadas."

Você sabia que nossas decisões são bem menos racionais que parecem? Com base nessa premissa profissionais de Marketing e Neurociência se uniram para entender como funcionamos e como tomamos nossas decisões de compra

1- Lembre-se: O cérebro funciona com base nos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) e sente-se atraído por coisas mais simples. A complexidade faz com que o cérebro perca o interesse.

2- Consumir estimula os mesmos centros de recompensa do cérebro que são ativadas pelo sexo, drogas, cigarro, bebida e jogos de azar. Consumir dá prazer sim, pela liberação principalmente de serotonina e dopamina no cérebro. Por isso devemos ficar atentos para não gastarmos desnecessariamente.

3 – A decisão de compra também é exercida predominantemente por componentes emocionais. Estamos arriscados a cair na mesma armadilha que um delicioso pudim pode significar. Prazer imediato e ‘peso na consciência’ mais tarde.

4 - Nosso cérebro sente-se mais atraído por formas arredondadas e curvas.

5- Nós compramos também quando o sentimento de bem estar é estendido a pessoas que amamos. Por exemplo, mostrar uma família prestes a entrar em seu imóvel novo ou carro zero quilometro é praticamente infalível.

6 – Fique atento às diferenças, pois estas diferenças tem base evolutiva. Homens são mais objetivos, diretos, tem visão em túnel (usada nos primórdios para a caça). Para eles, quanto mais simples e organizado, melhor. Afinal, você deve perceber a dificuldade que seu marido tem em achar coisas que estão debaixo do nariz dele.

7 – Já para elas, as coisas mudam. São mais intuitivas, emocionais. Visão periférica mais aguçada (usada na antiguidade para cuidar da prole) possibilita um gosto por coisas dispostas de forma mais ‘livre’ onde possam mexer, trocar de lugar e testar alternativas e combinações.

8 – As mulheres são 95% mais propensas do que os homens a sofrer de um distúrbio chamado ‘oniomania’, caracterizado por comprar compulsivamente. Em boa parte dos casos, requer tratamento psicoterapêutico.

9 – Mensagens que contenham humor são apreciadas pelo cérebro. A tendência em guardar a mensagem é maior. Bebês e animais de estimação também são tiro certo. Lembra-se do sucesso alguns anos atrás daqueles 'bichinhos' da marca do leite?

10 – Embora os meios virtuais estejam em crescimento, para o cérebro nada substitui a experiência sensorial. A grande maioria das pessoas ainda prefere manusear um livro, tocar a TV que vai comprar e cheirar a fragrância do perfume que quer adquirir. Com o tempo isso pode mudar, mas o quesito que estará em questão é um só: facilidade.
17 dicas de neuromarketing

11- Fique atento às cores. Elas possuem a característica de estimular ou acalmar nossa atividade cerebral. Ou acha que é coincidência as grandes redes de fast food terem cores predominantemente ‘quentes’ como vermelho e amarelo e hospitais e centros terapêuticos cores mais ‘frias’ como branco, verde e azul claro?

Em seu livro Neuromarketing Aplicado à Redação Publicitária, Lilian S. Gonçalves lista algumas dicas para que sua marca não passe despercebida.

Desperte os neurônios-espelho: quando você encara alguém bocejando é quase inevitável bocejar também. Isso é resultado da atuação dos neurônios-espelho. Uma campanha com alguém utilizando o produto ou serviço tende a ser mais eficaz. As pessoas se projetam naquele anúncio e se veem consumindo, como a imitação involuntária do bocejo.

Enalteça os marcadores somáticos: o neuromarketing revela que alguns consumidores se tornam fiéis a determinadas marcas não só pelo produto, como pelo bom atendimento e valores compartilhados. Só de bater o olho na marca do Mc Donalds, muitas pessoas sentem o cheirinho de batata frita. Essas associações involuntárias são feitas pelas lembranças felizes que elas passaram lá. As lembranças se tornam marcadores somáticos desde que nascemos. O inconsciente traz uma coleção infinita de lembranças que se tornam esses marcadores. Uma campanha de publicidade com situações do dia a dia podem despertar a relação dos marcadores somáticos de seus consumidores e pronto, a conexão está estabelecida. 

Traga os inimigos ao campo de batalha: inconscientemente, o ser humano tem dois objetivos; manter-se vivo e em segurança. Lutar e batalhar fazem parte dessa essência. Campanhas que enaltecem inimigos e trazem soluções de combate tendem a ser mais eficazes. Propagandas de desinfetantes, medicamentos, seguros de vida já têm a faca e o queijo na mão para acertar em cheio o inconsciente das pessoas.

Dê uma injeção de dopamina: o ato de compra libera dopamina, uma das substâncias mais viciantes e sedutoras. O inconsciente grava essa experiência prazerosa e aguarda ansioso pela sua nova injeção. Em suma, muitas decisões de compra se baseiam em experiências passadas, ou seja, marcadores somáticos.

Dê passagem ao marketing sensorial: marcadores somáticos são aguçados por todos os nossos sentidos. O barulho da latinha se abrindo, as gotas refrescantes da embalagem, o som do ronco de um motor são alguns dos exemplos de ferramentas que aguçam o cérebro e fazem os neurônios cantarem em coro “eu quero”.

Desafie o cérebro: a mente adora um desafio, bom-humor e quebra-cabeça, mas não permanece nem três segundos tentando decifrar uma mensagem. Seja direto e objetivo. Não dialogue com uma carga excessiva de informações, pois, assim, estará estimulando o futuro consumidor a pensar, ou seja, abandonar o inconsciente e racionalizar sua compra.

 

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