Campanha mundial busca conscientizar jovens de que internet não é "terra sem lei".


  • Data pretende conscientizar jovens e adolescentes sobre perigos da navegação irresponsável
    Data pretende conscientizar jovens e adolescentes sobre perigos da navegação irresponsável

Nesta terça (8), organizações de 65 países comemoram o Dia Mundial da Internet Segura, que tem como objetivo mobilizar internautas – principalmente crianças e adolescentes – para o uso consciente da rede. O tema deste ano, "Estar online é mais que um jogo. É sua vida", chama a atenção para a responsabilidade legal dentro da rede mundial de computadores, por vezes usado como um “território sem lei”.  Veja dicas de como se proteger na internet.

Para Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet, usuários mais jovens comumente confundem a internet com um espaço “sem consequências”. Na rede, adolescentes tendem a ter um comportamento diferente do que teriam na vida real acreditando na impunidade. “O jovem publica uma foto na internet, sem ter ideia da dimensão que isso pode ter. A rede não é mais uma brincadeira, deve ser um lugar onde a cidadania também é exercida”, adverte.
Com esse foco, durante o Dia da Internet Segura será realizado um fórum para o público jovem com especialistas das áreas de educação e internet em São Paulo. Além disso, um concurso nacional para estudantes e educadores será lançado nesta terça, para criação de um plano de aula que aborde o uso ético da internet. O ganhador terá o material incluído nas cartilhas oficiais da Safernet e ajudará escolas que não dispõem desse tipo de suporte didático.
A Polícia Federal também fará palestras educativas sobre comportamento seguro na web em cidades dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais,  Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco. Detalhes da programação estão no site da Safernet.
Educadores: falta informação
Cerca de 40% dos educadores não sabem como nem onde denunciar crimes cometidos na internet, aponta pesquisa da Safernet. Foram entrevistadas 966 pessoas que trabalham nas redes pública e particular em quatro estados do país.
Apenas 15% dos entrevistados sabiam da existência do site denuncie.org.br, mantido pela Safernet, e outros 12% disseram que procurariam uma delegacia para denunciar crimes cometidos na internet.
A pesquisa apontou ainda que metade dos educadores considera que as atuais medidas de proteção de crianças disponíveis na internet são insuficientes. Quase 70% deles igualam o perigo dos riscos online ao existente em outros espaços públicos frequentados pelos seus alunos.

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